The 21st Pan-Asian Congress of Sports & Physical Education
Organized by Jiangxi Normal University
Cooperated by Pan-Asian Society of Sports & PE
Int'l Society of Eastern Sports & PE
Site: Jiangxi Normal Univ., Nanchang, Jiangxi Province, China - located between Shanghai & Hongkong
Date: April 23~24, 2010
Contact: Prof./Dr. Zheng, Guo-Hua, Jiangxi Normal Univ. zgh943081@126.com
or Asian Chief Editor, Prof./Dr. Jong Lee
jolee@suwon.ac.kr
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
E assim vai a FNK-P
in http://karatedopt.blogspot.com/ (23/11/2009).
«Demitiu-se o Director do Departamento de Formação da FNK-P
Todos aqueles que prescindem de liberdades essenciaispara comprar um pouco de segurança temporárianão merecem a liberdade nem a segurança.Benjamim Franklin
A consumação de um facto
A Federação Nacional de Karaté-Portugal encontra-se desde a passada sexta-feira sem mais um elemento da Direcção e sem Director do Departamento de Formação. Ao fim de um longo período de reflexão e de troca de opiniões com alguns elementos mais próximos da minha pessoa, acabei por assumir a minha demissão, consciente que a própria vida é formada por um conjunto de opções: umas são correctas, outras menos correctas... e outras são erradas, servindo o erro pura e simplesmente para ser rectificado e não se voltar a repetir.
Não é motivo relevante esta demissão porque não há pessoas insubstituíveis e porque não há trabalho que não possa ser melhorado e executado com maior eficácia e eficiência, logo com mais rentabilidade e melhores resultados.
O facto de ter desempenhado funções num órgão institucional não é de nenhuma maneira limitativo da possibilidade de possuir as minhas próprias ideias. Do mesmo modo, não pode a minha liberdade de expressão ser cerceada nem por isso posso ser condenado por delito de opinião. Mas realce-se que a posição que neste documento apresento é pura e simplesmente pessoal. Dirijo-me a todos aqueles que quase diariamente envergam um gi, mas também a todos os dirigentes e restantes agentes desportivos envolvidos no Karaté nacional, mais no papel de treinador do que em qualquer outro. E tal como treinador, individualmente também tenho o direito e a liberdade para me dirigir a colegas meus. O que faço também como responsável por dois dojos e como representante em Portugal da Okinawa Goju-Ryu Karate-Do Kyokai.
Não me dirijo a ninguém em especial, porque penso ser relevante comunicar – e comunicar é colocar em comum – um conjunto de preocupações, no final do meu desempenho como Director do Departamento de Formação da FNK-P. Dois anos de enriquecimento, dois anos de partilha em que, como diria José Fanha, sem remorso ou ilusão fui neste espaço o que sou, nunca direi foi em vão tudo o que aqui se passou. Se esta comunicação peca por tardia, então ela tem toda a sua razão de ser. Se ela é apresentada no momento exacto, então é irrelevante. Isto porque há os que vivem do Karaté, há os que sabem viver do Karaté e há os que vivem para o Karaté.
Encontramo-nos num final de um ciclo legislativo anunciado pelos novos estatutos aprovados a 23 de Agosto mas curiosamente 3 meses depois ainda não registados mas logo colocados na página da net da FNK-P.
Demiti-me principalmente em confronto com um modelo de gestão autocrático imprimido por uma única pessoa. Demiti-me principalmente por falta de informação que me era sistematicamente sonegada. Demiti-me principalmente por falta de acesso a certos conhecimentos. Demiti-me por discordar de muita coisa... Mas também me demiti consciente de erros cometidos por mim próprio, pois também tenho telhados de vidro...
Encontramo-nos num final de um ciclo de amadorismo do qual convém dar o salto. Uma Federação sem estruturas profissionalizadas não passará daquilo que tem eternamente sido: uma funcionária administrativa que sozinha não consegue dar vazão a todo o trabalho burocrático, um Presidente que procura estar sempre em todo o lado e dentro de todos assuntos deliberando por vezes coisas que não são da sua competência e não dando o respectivo espaço de manobra aos vários Departamentos e Directores que em vez de dirigirem, gerirem e organizarem, acabam por fazer todo o trabalho de sapa. Moral da história: escasseiam os meios humanos, fracassa a organização deteriora-se a realização.
Isto porque o final deste ciclo determina novos modelos de gestão: uma só federação por modalidade desportiva, delegados que representam uma única entidade, cada um só com um voto e proibição de votos por procuração ou por correspondência.
Um diagnóstico da situação
Um diagnóstico da modalidade aponta para cinco questões essenciais: a primeira, relacionada com a profissionalização (ou com a contratualização) dos intervenientes nas várias estruturas; a segunda relacionada com o facto de termos uma carreira única – neste momento há competidores que são simultaneamente treinadores e técnicos de arbitragem, outros há que são no mesmo tempo e no mesmo espaço treinadores, árbitros e dirigentes; a terceira refere-se ao facto da maioria dos praticantes de Karaté, e até alguns dirigentes ou outros agentes desportivos, desconhecerem a legislação que rege a nossa modalidade e, embora isso são seja desculpabilizante, infringirem constantemente a mesma (e de que nos serve ter legislação quando os factos não são fiscalizados e a mesma não é cumprida?); a quarta relacionada com os escassos recursos administrativos da Federação e com a excessiva centralização dos mesmos; a quinta com a aplicação das verbas de cada rubrica nos eventos dessas mesmas rubricas e não como, por exemplo, serem aqueles que pagam os seus cursos de formação a suportarem as deslocações das selecções nacionais lá fora enquanto árbitros e formadores continuam à espera das suas remunerações.
Questões de uma ou numa actividade onde muitos não são profissionais mas que deveriam encarar a mesma com profissionalismo, questões inerentes a uma modalidade onde cada um deveria ser exigente consigo próprio.
A evolução da modalidade depende do que a grande maioria pretender: de imposições federativas com mão férrea numa democracia (que existe, segundo se consta) ou com o envolvimento de todos – e sem envolvimento não há desenvolvimento – num estado de direito (que nos dizem existir). O progresso da modalidade presume-se num estado crítico: o estado a que isto chegou!...
E por que não carreiras diferenciadas e um quadro competitivo (com separação entre «julgar» e «formar») em que os árbitros não sejam treinadores e vice-versa?
E por que não campeonatos regionais de crianças e jovens onde alguns não tenham de fazer 600 quilómetros para só apresentarem uma kata ou fazerem um kumite e regressarem a casa? E porque não repescar também os que chegam à meia-final de cada poule – só os que perdem com os finalistas possuem esse direito?
E por que não os centros de prática como associados ordinários em vez das associações de estilo? Ou o recurso a associações regionais?
Verificamos que a projecção para o exterior é um facto, como o justificam os últimos resultados positivos alcançados, mas em detrimento da organização interior.
O exemplo do actual modelo representativo e organizativo
Considerando que o praticante e/ou o competidor são o cerne de todo este processo, situando-se o treinador como charneira central do mesmo, o que acontece no modelo actual?
O sócio ordinário da federação continua a ser a associação, a qual pode ter 10 locais de treino, ou 10 centros de prática (dojos), com 20 praticantes, por hipótese, em cada um. Isto traduz-se numa quotização de 500€ anuais, mais 1000€ da inscrição dos praticantes (para além das eventuais inscrições anuais dos treinadores). Ora, recebe mais a federação pelos praticantes do que pela existência de uma associação. Isto deve-se ao trabalho realizado pelo treinador – a figura central neste processo: sem treinador não há praticantes, logo, sem treinador não há federação. Mas muitas associações só estarão representadas num Conselho Geral (que só tem funções consultivas e é dirigido pelo Presidente da Federação) onde normalmente é o presidente da direcção da associação que vota (não questionamos se consultou ou não os seus associados), mesmo que os 10 treinadores possam ter uma tendência de voto contrária. E será deste Conselho Geral que sairão os delegados à Assembleia-Geral – verificamos que sonhamos o futuro com base no modelo antigo... mas ai de quem sonha o futuro, de olhos fitos no passado, como exclamou Casais Monteiro.
Continuará a ser um modelo em que muita da informação veiculada para as associações (algumas, felizmente!) não chegará sequer aos principais intervenientes no processo formativo – os treinadores – pois continuará a ficar retida ou só na posse dos receptores dos e-mails. Continuará a ser um modelo em que muitas associações não conseguirão fazer ouvir a sua voz.
O Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro, publicado no D.R. n.º 252, 3.º Suplemento, Série I de 2008-12-31, impõe-nos não só um novo modelo representativo, mas também um novo modelo organizativo.
A representação nas Assembleias-Gerais passará a ser feita por delegados que representam uma única entidade e só com um voto, deixará de haver votos por procuração ou por correspondência e estas serão constituídas por 53 elementos elementos, onde estarão representadas 37 organizações (associações, clubes, dojos?) 8 representantes dos praticantes, 4 representantes dos árbitros e 4 representantes dos treinadores. Em relação a estes últimos, temos uma associação de classe de treinadores e uma outra de técnicos de arbitragem, mas há que definir quem serão e quem representarão estes restantes 16 delegados... será função do Conselho Geral, mas que o serão através de um regime de votação semelhante (pelas associações) – temos aqui um ciclo dialógico, em que a causa dá origem ao efeito e este exerce uma retroacção sobre a mesma, em que, afinal, o produto se torna produtor.
Mas também o novo modelo nos empurra para uma regionalização, pois estão há muito definidas as áreas geográficas em que decorrem os campeonatos regionais. O número 1 do artigo 31º do referido Decreto-Lei especifica que os clubes participantes em quadros competitivos de âmbito territorial específico se agrupam em associações de clubes organizadas de acordo com a área geográfica em que decorram as respectivas competições.
O que mais uma vez vem reforçar a ideia que de facto os associados da Federação deveriam ser os centros de prática... e a representação nas Assembleias-Gerais ser feita através das associações regionais (e temos seis regiões) e dos dojos com maior número de atletas. Seria um modelo com uma maior representatividade, mais benéfico economicamente para a Federação e mais económico para os dojos e para as associações. Ficou esta regionalização para “um futuro melhor”. Nesse sentido apresentei em devido tempo à Direcção um projecto de estatutos baseado nestas directrizes... mas caiu em saco roto, pois apesar de me ter sido prometido que seria apresentado à SEDJ para parecer nem isso foi. Também em Fevereiro de 2008 apresentei um novo projecto de regulamento de formação de treinadores, o qual também ficou na gaveta...
Por que trazer aqui estes assuntos? Porque temos de os encarar de frente e por muito que desagrade este modelo a alguns, recordo-me de Camões quando dizia: Já me desenganei que de queixar-me / Não se alcança remédio; mas quem pena / Forçado lhe é gritar, se a dor é grande. / Gritarei; mas é débil e pequena / A voz pera poder desabafar-me.
Mas será de realçar que este novo modelo nos responsabiliza mais ao tornar-nos mais intervenientes e participativos, o que significa que nos terá de tornar mais críticos no sentido positivo.
Não adiemos o futuro
As críticas – e todos somos criticáveis – podem ser provenientes de todos os quadrantes da sociedade e devem ser sempre bem-vindas, tal como as sugestões ou os apoios, desde que fundamentadas e alicerçadas em argumentos palpáveis. Pelo menos, sempre as encarei assim...
Mas verificamos que normalmente as críticas surgem com o sentido de rebaixar ou até mesmo de humilhar e de destruir, sendo curioso que normalmente são provenientes de pessoas que revelam nas mesmas nem sequer terem conhecimento de causa sobre o que estão a falar...
Por duas vezes apresentei participações disciplinares à Direcção na pessoa do Sr. Presidente. Uma sobre utilização ilegal do logótipo e outra sobre a actuação de um competidor num campeonato... nenhuma delas chegou ao Conselho de Disciplina!
Utiliza-se ilegalmente o logótipo da FNK-P, critica-se a Federação (quando o que se pretende é criticar a Direcção), acusa-se o Presidente, fala-se mal da arbitragem, criticam--se as organizações, criticam-se os treinadores, criticam-se os atletas (até se criticam certos eventos antes deles se desenrolarem!!)… Mas recorrendo a Sidónio Muralha, acuso as falas e os gestos inúteis; aponto as ruas tristes da cidade e crivo de bocejos as meninas fúteis....
Agendam-se actividades associativas sobre – coincidentes com – eventos marcados no calendário de actividades da Federação quando estas deveriam ser precedidas de parecer emitido pela Federação – basta consultar o Artigo 32º da LBAFD.
Havia e há (continuam a haver!) campeonatos nacionais de todas as associações e selecções nacionais de todos os estilos sem se cumprir o estipulado nos artigos 16º da LBAFD e 61º do RJFD.
Mas o pior de tudo isto é fecharmos os olhos a tudo isto!
O pior de tudo isto (as tais incompatibilidades) é que não poderá haver membros dos órgão gerentes que possam continuar a ser treinadores ou treinadores que possam continuar a ser membros dos órgãos gerentes... tal como membros do Conselho de Arbitragem que não poderão arbitrar...
E quanto às incompatibilidades, se para se ser Director tem de se deixar de ser Treinador (logo a não poder usufruir das receitas do seu trabalho no campo do ensino e do treino) terá a Federação capacidade para remunerar os seus Directores? Parece-me que sim, pois com cerca de 70 associações e 15.000 praticantes a pagarem e se a Federação tem capacidade para pagar uma avença mensal a um advogado que pouco tem que fazer durante o ano, mais capacidade terá para pagar aos que dedicam um grande número de horas a trabalhar em prol do Karaté. Mas não o fará, porque pagar a estes será não ter verbas para outras coisas, tais como despesas de representação...
E todos os que discordam disto e daquilo, algo do qual está regulamentado, por que não o debateram nas suas associações e nunca propuseram a alteração desses regulamentos em Assembleia-Geral? Perderam a oportunidade, pois a partir de agora será a Direcção a elaborar os diferentes regulamentos... e vá-se lá depois arranjar 20% dos delegados para que estes possam baixar à Assembleia-Geral!
E precisamente por se presumir um estado crítico da modalidade, encontramo-nos num momento de rotura em que aqueles que possuem um desempenho declarativo em dissonância com o seu desempenho processual vão-se auto-excluir, eles próprios, do progresso evolutivo do Karaté.
Restarão aqueles com vontade e com força de abraçarem um novo modelo de gestão, aqueles que estiverem abertos à colaboração, à cooperação e ao contributo, ao empenho e ao desempenho. Esses, construirão o futuro...
Nas palavras de Casimiro de Brito, adiemos o fruto para outro planeta, mas não o neguemos (...) Adiemos o planeta para outro fruto, mas não o neguemos. Nas minhas palavras, não adiemos o futuro nem o neguemos!
Uma reflexão e dois agradecimentos
Ao assumir o Departamento de Formação, em Julho de 2007, deparei-me com o atraso dos resultados de quatro cursos de treinadores. Dois anos de avaliações por efectuar foram solucionados em quatro meses, ao mesmo tempo que pela primeira vez foi apresentado um Programa de Formação e robustecida uma bolsa de formadores, todos com competências pedagógicas, científicas e técnicas. Factos que se devem ao ter-se de imediato elaborado um plano de desenvolvimento estratégico para o Departamento de Formação.
Mais de duas dezenas de formadores permitiram levar a cabo esse programa, tendo sido somente feito um reparo ao Director do Departamento: o de estar a tentar elevar demasiado o nível da formação!
É a esses Formadores que desejo manifestar o meu primeiro agradecimento, pela colaboração e pelo sacrifício, pelo empenhamento e pela partilha, com o orgulho de termos aumentado e consolidado o nosso grupo – e recordo-me aqui da inclusão dos formadores dos Açores na nossa bolsa, região onde, pela primeira vez se realizou um Curso de Treinador Monitor e um Curso de Treinador de Nível I.
Uma nota especial para o modo como fui recebido nos Açores e na Madeira, mas também em Beja, em Viseu, em Santo Tirso e na Guarda.
Pela primeira vez também, e após quase 17 anos consegui reunir os Treinadores de Karaté em Congresso. Quem esteve presente avaliou o mesmo: a sua organização, as instalações, o nível, a importância e o interesse das intervenções, a qualidade dos intervenientes... Fez-se história e lançaram-se as sementes... Os meus agradecimentos também a todos os que tornaram esse Congresso possível. Haja coragem e avance-se para o 2º Congresso Nacional de Treinadores de Karaté.
Durante estes dois anos foram aproximadamente 1200 horas de formação, abrangendo cerca de 560 formandos, em mais de três dezenas acções de formação (umas técnicas, outras pedagógico-didácticas) e uma dúzia de cursos de treinadores – mostrámos que havia a possibilidade de se levar a cabo em conjunto um TM e um TNI, assim como um TM, um TNII e um TNIII.
Transpiração, inspiração e inovação levaram-me a realizar o inimaginável. Foram editados dois livros relevantes para a modalidade: “Da ética desportiva às perversidades no desporto” e “Karaté: entre a tradição e a modernidade”. Dois livros com conteúdo e com qualidade... Quantas federações estarão neste patamar? Haja coragem e avance-se para uma nova publicação.
Poder-se-ia ter feito melhor? Penso que sim, mas os meios e os condicionalismos a isso não me deixaram.
O meu segundo agradecimento vai precisamente para aqueles que aderiram a estas iniciativas, que nelas participaram e que connosco permutaram ideias e conhecimentos, actualizando aquelas e complementando estes, lutando contra uma reprodução e uma entropia, combatendo fundamentalismos curriculares baseados numa visão unilateral, a da técnica e a da graduação em detrimento da científica e da pedagógica, quando as duas deveriam andar de mãos dadas, pois levando em conta António Aleixo, sem darem as mãos, o que uma faz a outra atrofia – a tal luta renhida, sem nada de educativa. E foi exactamente no âmbito educativo e formativo que procurei passar uma mensagem e me cansei de dizer que antes do praticante ou do competidor vem o homem, tal como me cansei de dizer que competição não é sinónimo de guerra nem adversário de inimigo.
Mas tal como nos deixou Fernando Pessoa na sua Mensagem, ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, nem o que é mal, nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro… Ou se parafrasearmos o génio, Ó Karaté, hoje és nevoeiro…
Era esta reflexão que convosco queria partilhar, até porque, como nos disse Piaget, a reflexão é “uma conduta social de discussão, mas interiorizada”.
A todos que duma ou doutra maneira comigo se cruzaram nestes dois anos desejo também agradecer os bons momentos que passámos, mas também os momentos menos felizes porque conseguimos e soubemos ultrapassá-los.
Mas também os meus pedidos de desculpa por algo que não tenha corrido da melhor forma.
Uma certeza, ou duas, para finalizar
Termino com a certeza de que todos aqueles que quase diariamente envergam um gi e todos os dirigentes e restantes agentes desportivos envolvidos no Karaté com vontade de fazer progredir a modalidade levarão a nau a bom porto – e nele bem atracarão. Bastará partilharem e compartilharem em vez de se oporem ou se imporem...
Mas será necessário que não aconteça o que aconteceu até aqui: a quebra de laços de solidariedade entre o Presidente e os membros (ou o membro) da Direcção.
Quando deliberámos em reunião de Direcção que determinado atleta não participaria no Nacional por não ter ido aos regionais por lesão e tal não estar regulamentado, à revelia da Direcção o Presidente resolveu o contrário...
Para o 10º CTNI (Almada), 11º CTNI (St.º Tirso) e 2º CTNII (Carcavelos e Barreiro) foram aceites pelo Presidente inscrições de formandos que não possuíam os créditos necessários para frequentar esses cursos, o que é completamente ilegal de acordo com o Regulamento de Formação de Treinadores, sem o Director do Departamento de Formação de tal ter conhecimento dado as inscrições nos mesmos não serem da sua responsabilidade. Aconteceu isto por quê? Porque o serviço administrativo tem de ser feito pelo Director? Não são os Directores que têm de fazer o trabalho de secretaria. Os Directores “dirigem” por natureza própria... e se uma funcionária não dá vazão aos serviços, profissionalize-se a secretaria! Desde Janeiro que digo para se admitir mais um funcionário... o que até pode ser feito a custo zero... E quantos atletas participaram nos campeonatos sem estarem inscritos na própria Federação? E quantos Treinadores não renovaram as suas inscrições mas participam nas actividades? Falta de controlo? Falta de meios humanos?
Não há diplomas com o novo logótipo? Não estão as cadernetas de treinador actualizadas? Não há diplomas dos cursos de treinadores e de árbitros? O pessoal administrativo é insuficiente? O que se tem feito sobre isto? São muitas perguntas sem resposta!
Tal como mais algumas questões que este ex-membro da Direcção colocou e para as quais nunca obteve resposta. Também termino com a certeza que já não necessito de tais respostas, mas as questões colocadas desde Janeiro do corrente ano aqui ficam para a posteridade.
Qual o apoio que a FNK-P vai dar em relação ao “acordo celebrado entre os organizadores do Campeonato e o Presidente da FNK-P” referente ao anunciado na internet sobre o 1º Campeonato Mundial de Goju-Ryu, a realizar-se em Cascais, de 29 de Setembro a 3 de Outubro, (sendo utilizado o logótipo da FNK-P)?
Qual a receita do 1º Congresso Nacional de Treinadores de Karaté, realizado em Janeiro de 2009 na FMH e qual a receita do 20º CTM realizado na Tapada das Mercês?
O que foi feito do meu pedido de a instauração de um processo de averiguações ao caso “Vítor Silva – Bushido”? O que aconteceu ao pedido que o Director do Departamento de Formação fez ao Presidente solicitando um parecer por escrito ao Dr. Almeida Fernandes sobre o mesmo caso?
O que foram as Jornadas do Conhecimento Desportivo?
Como apoiou a FNK-P o Torneio Manuel Sousa? Tal torneio não constava no calendário federativo mas até o Presidente da FMK cá veio!
Como foram a Itália de 14 a 21 de Junho de 2008 Joaquim Gonçalves e Rui Diz? Se foram participar num projecto relacionado com a formação, porque não foi dele dado conhecimento à Direcção ou ao Departamento de Formação?
Com tanta ida lá fora “a expensas próprias”, como é que o Tesoureiro não sabe quantas pessoas foram a Tóquio, a Paris ou a Zagreb, não sabe quantos dias, não sabe quantos almoços, jantares e dormidas se pagaram, pois só sabe quanto se pagou?
Segundo o relatório e contas, como é que em 2008 o Tesoureiro consegue ter a receber mais do que qualquer formador?
E como é que esse relatório e contas é apresentado a uma Assembleia-Geral sem ser aprovado em reunião de Direcção e com as assinaturas dos Directores fotocopiadas do relatório do ano anterior?
E com que periodicidade reúne a Direcção? A última reunião de Direcção efectuou-se a 12 de Setembro (sem eu ter estado presente, pois foi convocada após se saber que nessa data eu iria estar nos Açores a fazer formação) e hoje já são…
Como é que um curso de formação de treinadores projectado para Carcavelos (no próximo fim de semana) passa de repente para Ermesinde?
Como Director do Departamento de Formação solicitei ao Presidente da FNK-P uma listagem nominal dos formadores e das respectivas quantias que eram devidas a cada um; como Director solicitei ao Presidente da FNK-P uma listagem nominal dos técnicos de arbitragem e das respectivas quantias que eram devidas a cada um. Porque não obtive respostas?
Por último, o Artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 248-B/2008 de 31 de Dezembro, no seu ponto 1 alínea b) diz que as federações desportivas devem publicitar as suas decisões através da disponibilização na respectiva página da Internet de todos os dados relevantes e actualizados relativos à sua actividade, em especial as decisões integrais dos órgãos disciplinares ou jurisdicionais e a respectiva fundamentação (embora observado o regime legal de protecção de dados pessoais). Basta irmos à página da net...
Mas como é possível termos neste momento dois treinadores suspensos e continuar a participar nas actividades da FNK-P? Apresentaram recurso para o Conselho Jurisdicional, alegam eles, mas apresentaram-nos-o a quem? Ao Sr. Presidente? Então não deveriam ter seguido os órgãos hierárquicos e apresentá-lom ao Conselho de Disciplina? Ou não deveria o Sr. Presidente ao ter recebido esses recursos enviá-los de imediato ao Conselho de Disciplina para este os remeter ao Conselho Jurisdicional?
Mas não resisto a uma última pergunta: será possível agradar a gregos e troianos?
Se felizmente já não necessito de obter respostas... basta-me compreender as perguntas.
E resta-me a consolação de não ter gasto dinheiro à FNK-P, nem por ir oficialmente nem por ir a expensas próprias a Triestre, a Zagreb, a Paris, a Tóquio ou a Marrocos.
Para alguns que me criticaram como estando ao lado do sistema, aqui fica o meu comprovativo!
No momento em que pela primeira vez foi defendida no ISEIT uma tese de licenciatura sobre novas metodologias de treino no Karaté, no momento em que pela primeira vez um estagiário da FMH escolhe para fazer do Karaté a modalidade para realizar o seu estágio, a nossa modalidade merecia ser tratada (pelos seus próprios dirigentes) de outro modo a nível nacional – com mais e maior empenhamento, mais responsabilidade, mais competência e mais profissionalismo.
Dizia atrás que terminava com uma certeza. Termino com outra certeza: o progresso da modalidade depende de como se vier a modificar o estado a que isto chegou!...
Mas também termino com a mesma certeza de Sidónio Muralha: não nos responde o céu cinzento e opaco, nem o sorriso de pedra e impenetrável dos nichos... – só nós sabemos porque vivemos num buraco, encurralados como bichos.
De facto, só nós sabemos porque vivemos num buraco, encurralados como bichos.
Só nós sabemos... ...
Armando Inocentes»
«Demitiu-se o Director do Departamento de Formação da FNK-P
Todos aqueles que prescindem de liberdades essenciaispara comprar um pouco de segurança temporárianão merecem a liberdade nem a segurança.Benjamim Franklin
A consumação de um facto
A Federação Nacional de Karaté-Portugal encontra-se desde a passada sexta-feira sem mais um elemento da Direcção e sem Director do Departamento de Formação. Ao fim de um longo período de reflexão e de troca de opiniões com alguns elementos mais próximos da minha pessoa, acabei por assumir a minha demissão, consciente que a própria vida é formada por um conjunto de opções: umas são correctas, outras menos correctas... e outras são erradas, servindo o erro pura e simplesmente para ser rectificado e não se voltar a repetir.
Não é motivo relevante esta demissão porque não há pessoas insubstituíveis e porque não há trabalho que não possa ser melhorado e executado com maior eficácia e eficiência, logo com mais rentabilidade e melhores resultados.
O facto de ter desempenhado funções num órgão institucional não é de nenhuma maneira limitativo da possibilidade de possuir as minhas próprias ideias. Do mesmo modo, não pode a minha liberdade de expressão ser cerceada nem por isso posso ser condenado por delito de opinião. Mas realce-se que a posição que neste documento apresento é pura e simplesmente pessoal. Dirijo-me a todos aqueles que quase diariamente envergam um gi, mas também a todos os dirigentes e restantes agentes desportivos envolvidos no Karaté nacional, mais no papel de treinador do que em qualquer outro. E tal como treinador, individualmente também tenho o direito e a liberdade para me dirigir a colegas meus. O que faço também como responsável por dois dojos e como representante em Portugal da Okinawa Goju-Ryu Karate-Do Kyokai.
Não me dirijo a ninguém em especial, porque penso ser relevante comunicar – e comunicar é colocar em comum – um conjunto de preocupações, no final do meu desempenho como Director do Departamento de Formação da FNK-P. Dois anos de enriquecimento, dois anos de partilha em que, como diria José Fanha, sem remorso ou ilusão fui neste espaço o que sou, nunca direi foi em vão tudo o que aqui se passou. Se esta comunicação peca por tardia, então ela tem toda a sua razão de ser. Se ela é apresentada no momento exacto, então é irrelevante. Isto porque há os que vivem do Karaté, há os que sabem viver do Karaté e há os que vivem para o Karaté.
Encontramo-nos num final de um ciclo legislativo anunciado pelos novos estatutos aprovados a 23 de Agosto mas curiosamente 3 meses depois ainda não registados mas logo colocados na página da net da FNK-P.
Demiti-me principalmente em confronto com um modelo de gestão autocrático imprimido por uma única pessoa. Demiti-me principalmente por falta de informação que me era sistematicamente sonegada. Demiti-me principalmente por falta de acesso a certos conhecimentos. Demiti-me por discordar de muita coisa... Mas também me demiti consciente de erros cometidos por mim próprio, pois também tenho telhados de vidro...
Encontramo-nos num final de um ciclo de amadorismo do qual convém dar o salto. Uma Federação sem estruturas profissionalizadas não passará daquilo que tem eternamente sido: uma funcionária administrativa que sozinha não consegue dar vazão a todo o trabalho burocrático, um Presidente que procura estar sempre em todo o lado e dentro de todos assuntos deliberando por vezes coisas que não são da sua competência e não dando o respectivo espaço de manobra aos vários Departamentos e Directores que em vez de dirigirem, gerirem e organizarem, acabam por fazer todo o trabalho de sapa. Moral da história: escasseiam os meios humanos, fracassa a organização deteriora-se a realização.
Isto porque o final deste ciclo determina novos modelos de gestão: uma só federação por modalidade desportiva, delegados que representam uma única entidade, cada um só com um voto e proibição de votos por procuração ou por correspondência.
Um diagnóstico da situação
Um diagnóstico da modalidade aponta para cinco questões essenciais: a primeira, relacionada com a profissionalização (ou com a contratualização) dos intervenientes nas várias estruturas; a segunda relacionada com o facto de termos uma carreira única – neste momento há competidores que são simultaneamente treinadores e técnicos de arbitragem, outros há que são no mesmo tempo e no mesmo espaço treinadores, árbitros e dirigentes; a terceira refere-se ao facto da maioria dos praticantes de Karaté, e até alguns dirigentes ou outros agentes desportivos, desconhecerem a legislação que rege a nossa modalidade e, embora isso são seja desculpabilizante, infringirem constantemente a mesma (e de que nos serve ter legislação quando os factos não são fiscalizados e a mesma não é cumprida?); a quarta relacionada com os escassos recursos administrativos da Federação e com a excessiva centralização dos mesmos; a quinta com a aplicação das verbas de cada rubrica nos eventos dessas mesmas rubricas e não como, por exemplo, serem aqueles que pagam os seus cursos de formação a suportarem as deslocações das selecções nacionais lá fora enquanto árbitros e formadores continuam à espera das suas remunerações.
Questões de uma ou numa actividade onde muitos não são profissionais mas que deveriam encarar a mesma com profissionalismo, questões inerentes a uma modalidade onde cada um deveria ser exigente consigo próprio.
A evolução da modalidade depende do que a grande maioria pretender: de imposições federativas com mão férrea numa democracia (que existe, segundo se consta) ou com o envolvimento de todos – e sem envolvimento não há desenvolvimento – num estado de direito (que nos dizem existir). O progresso da modalidade presume-se num estado crítico: o estado a que isto chegou!...
E por que não carreiras diferenciadas e um quadro competitivo (com separação entre «julgar» e «formar») em que os árbitros não sejam treinadores e vice-versa?
E por que não campeonatos regionais de crianças e jovens onde alguns não tenham de fazer 600 quilómetros para só apresentarem uma kata ou fazerem um kumite e regressarem a casa? E porque não repescar também os que chegam à meia-final de cada poule – só os que perdem com os finalistas possuem esse direito?
E por que não os centros de prática como associados ordinários em vez das associações de estilo? Ou o recurso a associações regionais?
Verificamos que a projecção para o exterior é um facto, como o justificam os últimos resultados positivos alcançados, mas em detrimento da organização interior.
O exemplo do actual modelo representativo e organizativo
Considerando que o praticante e/ou o competidor são o cerne de todo este processo, situando-se o treinador como charneira central do mesmo, o que acontece no modelo actual?
O sócio ordinário da federação continua a ser a associação, a qual pode ter 10 locais de treino, ou 10 centros de prática (dojos), com 20 praticantes, por hipótese, em cada um. Isto traduz-se numa quotização de 500€ anuais, mais 1000€ da inscrição dos praticantes (para além das eventuais inscrições anuais dos treinadores). Ora, recebe mais a federação pelos praticantes do que pela existência de uma associação. Isto deve-se ao trabalho realizado pelo treinador – a figura central neste processo: sem treinador não há praticantes, logo, sem treinador não há federação. Mas muitas associações só estarão representadas num Conselho Geral (que só tem funções consultivas e é dirigido pelo Presidente da Federação) onde normalmente é o presidente da direcção da associação que vota (não questionamos se consultou ou não os seus associados), mesmo que os 10 treinadores possam ter uma tendência de voto contrária. E será deste Conselho Geral que sairão os delegados à Assembleia-Geral – verificamos que sonhamos o futuro com base no modelo antigo... mas ai de quem sonha o futuro, de olhos fitos no passado, como exclamou Casais Monteiro.
Continuará a ser um modelo em que muita da informação veiculada para as associações (algumas, felizmente!) não chegará sequer aos principais intervenientes no processo formativo – os treinadores – pois continuará a ficar retida ou só na posse dos receptores dos e-mails. Continuará a ser um modelo em que muitas associações não conseguirão fazer ouvir a sua voz.
O Decreto-Lei n.º 248-B/2008, de 31 de Dezembro, publicado no D.R. n.º 252, 3.º Suplemento, Série I de 2008-12-31, impõe-nos não só um novo modelo representativo, mas também um novo modelo organizativo.
A representação nas Assembleias-Gerais passará a ser feita por delegados que representam uma única entidade e só com um voto, deixará de haver votos por procuração ou por correspondência e estas serão constituídas por 53 elementos elementos, onde estarão representadas 37 organizações (associações, clubes, dojos?) 8 representantes dos praticantes, 4 representantes dos árbitros e 4 representantes dos treinadores. Em relação a estes últimos, temos uma associação de classe de treinadores e uma outra de técnicos de arbitragem, mas há que definir quem serão e quem representarão estes restantes 16 delegados... será função do Conselho Geral, mas que o serão através de um regime de votação semelhante (pelas associações) – temos aqui um ciclo dialógico, em que a causa dá origem ao efeito e este exerce uma retroacção sobre a mesma, em que, afinal, o produto se torna produtor.
Mas também o novo modelo nos empurra para uma regionalização, pois estão há muito definidas as áreas geográficas em que decorrem os campeonatos regionais. O número 1 do artigo 31º do referido Decreto-Lei especifica que os clubes participantes em quadros competitivos de âmbito territorial específico se agrupam em associações de clubes organizadas de acordo com a área geográfica em que decorram as respectivas competições.
O que mais uma vez vem reforçar a ideia que de facto os associados da Federação deveriam ser os centros de prática... e a representação nas Assembleias-Gerais ser feita através das associações regionais (e temos seis regiões) e dos dojos com maior número de atletas. Seria um modelo com uma maior representatividade, mais benéfico economicamente para a Federação e mais económico para os dojos e para as associações. Ficou esta regionalização para “um futuro melhor”. Nesse sentido apresentei em devido tempo à Direcção um projecto de estatutos baseado nestas directrizes... mas caiu em saco roto, pois apesar de me ter sido prometido que seria apresentado à SEDJ para parecer nem isso foi. Também em Fevereiro de 2008 apresentei um novo projecto de regulamento de formação de treinadores, o qual também ficou na gaveta...
Por que trazer aqui estes assuntos? Porque temos de os encarar de frente e por muito que desagrade este modelo a alguns, recordo-me de Camões quando dizia: Já me desenganei que de queixar-me / Não se alcança remédio; mas quem pena / Forçado lhe é gritar, se a dor é grande. / Gritarei; mas é débil e pequena / A voz pera poder desabafar-me.
Mas será de realçar que este novo modelo nos responsabiliza mais ao tornar-nos mais intervenientes e participativos, o que significa que nos terá de tornar mais críticos no sentido positivo.
Não adiemos o futuro
As críticas – e todos somos criticáveis – podem ser provenientes de todos os quadrantes da sociedade e devem ser sempre bem-vindas, tal como as sugestões ou os apoios, desde que fundamentadas e alicerçadas em argumentos palpáveis. Pelo menos, sempre as encarei assim...
Mas verificamos que normalmente as críticas surgem com o sentido de rebaixar ou até mesmo de humilhar e de destruir, sendo curioso que normalmente são provenientes de pessoas que revelam nas mesmas nem sequer terem conhecimento de causa sobre o que estão a falar...
Por duas vezes apresentei participações disciplinares à Direcção na pessoa do Sr. Presidente. Uma sobre utilização ilegal do logótipo e outra sobre a actuação de um competidor num campeonato... nenhuma delas chegou ao Conselho de Disciplina!
Utiliza-se ilegalmente o logótipo da FNK-P, critica-se a Federação (quando o que se pretende é criticar a Direcção), acusa-se o Presidente, fala-se mal da arbitragem, criticam--se as organizações, criticam-se os treinadores, criticam-se os atletas (até se criticam certos eventos antes deles se desenrolarem!!)… Mas recorrendo a Sidónio Muralha, acuso as falas e os gestos inúteis; aponto as ruas tristes da cidade e crivo de bocejos as meninas fúteis....
Agendam-se actividades associativas sobre – coincidentes com – eventos marcados no calendário de actividades da Federação quando estas deveriam ser precedidas de parecer emitido pela Federação – basta consultar o Artigo 32º da LBAFD.
Havia e há (continuam a haver!) campeonatos nacionais de todas as associações e selecções nacionais de todos os estilos sem se cumprir o estipulado nos artigos 16º da LBAFD e 61º do RJFD.
Mas o pior de tudo isto é fecharmos os olhos a tudo isto!
O pior de tudo isto (as tais incompatibilidades) é que não poderá haver membros dos órgão gerentes que possam continuar a ser treinadores ou treinadores que possam continuar a ser membros dos órgãos gerentes... tal como membros do Conselho de Arbitragem que não poderão arbitrar...
E quanto às incompatibilidades, se para se ser Director tem de se deixar de ser Treinador (logo a não poder usufruir das receitas do seu trabalho no campo do ensino e do treino) terá a Federação capacidade para remunerar os seus Directores? Parece-me que sim, pois com cerca de 70 associações e 15.000 praticantes a pagarem e se a Federação tem capacidade para pagar uma avença mensal a um advogado que pouco tem que fazer durante o ano, mais capacidade terá para pagar aos que dedicam um grande número de horas a trabalhar em prol do Karaté. Mas não o fará, porque pagar a estes será não ter verbas para outras coisas, tais como despesas de representação...
E todos os que discordam disto e daquilo, algo do qual está regulamentado, por que não o debateram nas suas associações e nunca propuseram a alteração desses regulamentos em Assembleia-Geral? Perderam a oportunidade, pois a partir de agora será a Direcção a elaborar os diferentes regulamentos... e vá-se lá depois arranjar 20% dos delegados para que estes possam baixar à Assembleia-Geral!
E precisamente por se presumir um estado crítico da modalidade, encontramo-nos num momento de rotura em que aqueles que possuem um desempenho declarativo em dissonância com o seu desempenho processual vão-se auto-excluir, eles próprios, do progresso evolutivo do Karaté.
Restarão aqueles com vontade e com força de abraçarem um novo modelo de gestão, aqueles que estiverem abertos à colaboração, à cooperação e ao contributo, ao empenho e ao desempenho. Esses, construirão o futuro...
Nas palavras de Casimiro de Brito, adiemos o fruto para outro planeta, mas não o neguemos (...) Adiemos o planeta para outro fruto, mas não o neguemos. Nas minhas palavras, não adiemos o futuro nem o neguemos!
Uma reflexão e dois agradecimentos
Ao assumir o Departamento de Formação, em Julho de 2007, deparei-me com o atraso dos resultados de quatro cursos de treinadores. Dois anos de avaliações por efectuar foram solucionados em quatro meses, ao mesmo tempo que pela primeira vez foi apresentado um Programa de Formação e robustecida uma bolsa de formadores, todos com competências pedagógicas, científicas e técnicas. Factos que se devem ao ter-se de imediato elaborado um plano de desenvolvimento estratégico para o Departamento de Formação.
Mais de duas dezenas de formadores permitiram levar a cabo esse programa, tendo sido somente feito um reparo ao Director do Departamento: o de estar a tentar elevar demasiado o nível da formação!
É a esses Formadores que desejo manifestar o meu primeiro agradecimento, pela colaboração e pelo sacrifício, pelo empenhamento e pela partilha, com o orgulho de termos aumentado e consolidado o nosso grupo – e recordo-me aqui da inclusão dos formadores dos Açores na nossa bolsa, região onde, pela primeira vez se realizou um Curso de Treinador Monitor e um Curso de Treinador de Nível I.
Uma nota especial para o modo como fui recebido nos Açores e na Madeira, mas também em Beja, em Viseu, em Santo Tirso e na Guarda.
Pela primeira vez também, e após quase 17 anos consegui reunir os Treinadores de Karaté em Congresso. Quem esteve presente avaliou o mesmo: a sua organização, as instalações, o nível, a importância e o interesse das intervenções, a qualidade dos intervenientes... Fez-se história e lançaram-se as sementes... Os meus agradecimentos também a todos os que tornaram esse Congresso possível. Haja coragem e avance-se para o 2º Congresso Nacional de Treinadores de Karaté.
Durante estes dois anos foram aproximadamente 1200 horas de formação, abrangendo cerca de 560 formandos, em mais de três dezenas acções de formação (umas técnicas, outras pedagógico-didácticas) e uma dúzia de cursos de treinadores – mostrámos que havia a possibilidade de se levar a cabo em conjunto um TM e um TNI, assim como um TM, um TNII e um TNIII.
Transpiração, inspiração e inovação levaram-me a realizar o inimaginável. Foram editados dois livros relevantes para a modalidade: “Da ética desportiva às perversidades no desporto” e “Karaté: entre a tradição e a modernidade”. Dois livros com conteúdo e com qualidade... Quantas federações estarão neste patamar? Haja coragem e avance-se para uma nova publicação.
Poder-se-ia ter feito melhor? Penso que sim, mas os meios e os condicionalismos a isso não me deixaram.
O meu segundo agradecimento vai precisamente para aqueles que aderiram a estas iniciativas, que nelas participaram e que connosco permutaram ideias e conhecimentos, actualizando aquelas e complementando estes, lutando contra uma reprodução e uma entropia, combatendo fundamentalismos curriculares baseados numa visão unilateral, a da técnica e a da graduação em detrimento da científica e da pedagógica, quando as duas deveriam andar de mãos dadas, pois levando em conta António Aleixo, sem darem as mãos, o que uma faz a outra atrofia – a tal luta renhida, sem nada de educativa. E foi exactamente no âmbito educativo e formativo que procurei passar uma mensagem e me cansei de dizer que antes do praticante ou do competidor vem o homem, tal como me cansei de dizer que competição não é sinónimo de guerra nem adversário de inimigo.
Mas tal como nos deixou Fernando Pessoa na sua Mensagem, ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, nem o que é mal, nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro… Ou se parafrasearmos o génio, Ó Karaté, hoje és nevoeiro…
Era esta reflexão que convosco queria partilhar, até porque, como nos disse Piaget, a reflexão é “uma conduta social de discussão, mas interiorizada”.
A todos que duma ou doutra maneira comigo se cruzaram nestes dois anos desejo também agradecer os bons momentos que passámos, mas também os momentos menos felizes porque conseguimos e soubemos ultrapassá-los.
Mas também os meus pedidos de desculpa por algo que não tenha corrido da melhor forma.
Uma certeza, ou duas, para finalizar
Termino com a certeza de que todos aqueles que quase diariamente envergam um gi e todos os dirigentes e restantes agentes desportivos envolvidos no Karaté com vontade de fazer progredir a modalidade levarão a nau a bom porto – e nele bem atracarão. Bastará partilharem e compartilharem em vez de se oporem ou se imporem...
Mas será necessário que não aconteça o que aconteceu até aqui: a quebra de laços de solidariedade entre o Presidente e os membros (ou o membro) da Direcção.
Quando deliberámos em reunião de Direcção que determinado atleta não participaria no Nacional por não ter ido aos regionais por lesão e tal não estar regulamentado, à revelia da Direcção o Presidente resolveu o contrário...
Para o 10º CTNI (Almada), 11º CTNI (St.º Tirso) e 2º CTNII (Carcavelos e Barreiro) foram aceites pelo Presidente inscrições de formandos que não possuíam os créditos necessários para frequentar esses cursos, o que é completamente ilegal de acordo com o Regulamento de Formação de Treinadores, sem o Director do Departamento de Formação de tal ter conhecimento dado as inscrições nos mesmos não serem da sua responsabilidade. Aconteceu isto por quê? Porque o serviço administrativo tem de ser feito pelo Director? Não são os Directores que têm de fazer o trabalho de secretaria. Os Directores “dirigem” por natureza própria... e se uma funcionária não dá vazão aos serviços, profissionalize-se a secretaria! Desde Janeiro que digo para se admitir mais um funcionário... o que até pode ser feito a custo zero... E quantos atletas participaram nos campeonatos sem estarem inscritos na própria Federação? E quantos Treinadores não renovaram as suas inscrições mas participam nas actividades? Falta de controlo? Falta de meios humanos?
Não há diplomas com o novo logótipo? Não estão as cadernetas de treinador actualizadas? Não há diplomas dos cursos de treinadores e de árbitros? O pessoal administrativo é insuficiente? O que se tem feito sobre isto? São muitas perguntas sem resposta!
Tal como mais algumas questões que este ex-membro da Direcção colocou e para as quais nunca obteve resposta. Também termino com a certeza que já não necessito de tais respostas, mas as questões colocadas desde Janeiro do corrente ano aqui ficam para a posteridade.
Qual o apoio que a FNK-P vai dar em relação ao “acordo celebrado entre os organizadores do Campeonato e o Presidente da FNK-P” referente ao anunciado na internet sobre o 1º Campeonato Mundial de Goju-Ryu, a realizar-se em Cascais, de 29 de Setembro a 3 de Outubro, (sendo utilizado o logótipo da FNK-P)?
Qual a receita do 1º Congresso Nacional de Treinadores de Karaté, realizado em Janeiro de 2009 na FMH e qual a receita do 20º CTM realizado na Tapada das Mercês?
O que foi feito do meu pedido de a instauração de um processo de averiguações ao caso “Vítor Silva – Bushido”? O que aconteceu ao pedido que o Director do Departamento de Formação fez ao Presidente solicitando um parecer por escrito ao Dr. Almeida Fernandes sobre o mesmo caso?
O que foram as Jornadas do Conhecimento Desportivo?
Como apoiou a FNK-P o Torneio Manuel Sousa? Tal torneio não constava no calendário federativo mas até o Presidente da FMK cá veio!
Como foram a Itália de 14 a 21 de Junho de 2008 Joaquim Gonçalves e Rui Diz? Se foram participar num projecto relacionado com a formação, porque não foi dele dado conhecimento à Direcção ou ao Departamento de Formação?
Com tanta ida lá fora “a expensas próprias”, como é que o Tesoureiro não sabe quantas pessoas foram a Tóquio, a Paris ou a Zagreb, não sabe quantos dias, não sabe quantos almoços, jantares e dormidas se pagaram, pois só sabe quanto se pagou?
Segundo o relatório e contas, como é que em 2008 o Tesoureiro consegue ter a receber mais do que qualquer formador?
E como é que esse relatório e contas é apresentado a uma Assembleia-Geral sem ser aprovado em reunião de Direcção e com as assinaturas dos Directores fotocopiadas do relatório do ano anterior?
E com que periodicidade reúne a Direcção? A última reunião de Direcção efectuou-se a 12 de Setembro (sem eu ter estado presente, pois foi convocada após se saber que nessa data eu iria estar nos Açores a fazer formação) e hoje já são…
Como é que um curso de formação de treinadores projectado para Carcavelos (no próximo fim de semana) passa de repente para Ermesinde?
Como Director do Departamento de Formação solicitei ao Presidente da FNK-P uma listagem nominal dos formadores e das respectivas quantias que eram devidas a cada um; como Director solicitei ao Presidente da FNK-P uma listagem nominal dos técnicos de arbitragem e das respectivas quantias que eram devidas a cada um. Porque não obtive respostas?
Por último, o Artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 248-B/2008 de 31 de Dezembro, no seu ponto 1 alínea b) diz que as federações desportivas devem publicitar as suas decisões através da disponibilização na respectiva página da Internet de todos os dados relevantes e actualizados relativos à sua actividade, em especial as decisões integrais dos órgãos disciplinares ou jurisdicionais e a respectiva fundamentação (embora observado o regime legal de protecção de dados pessoais). Basta irmos à página da net...
Mas como é possível termos neste momento dois treinadores suspensos e continuar a participar nas actividades da FNK-P? Apresentaram recurso para o Conselho Jurisdicional, alegam eles, mas apresentaram-nos-o a quem? Ao Sr. Presidente? Então não deveriam ter seguido os órgãos hierárquicos e apresentá-lom ao Conselho de Disciplina? Ou não deveria o Sr. Presidente ao ter recebido esses recursos enviá-los de imediato ao Conselho de Disciplina para este os remeter ao Conselho Jurisdicional?
Mas não resisto a uma última pergunta: será possível agradar a gregos e troianos?
Se felizmente já não necessito de obter respostas... basta-me compreender as perguntas.
E resta-me a consolação de não ter gasto dinheiro à FNK-P, nem por ir oficialmente nem por ir a expensas próprias a Triestre, a Zagreb, a Paris, a Tóquio ou a Marrocos.
Para alguns que me criticaram como estando ao lado do sistema, aqui fica o meu comprovativo!
No momento em que pela primeira vez foi defendida no ISEIT uma tese de licenciatura sobre novas metodologias de treino no Karaté, no momento em que pela primeira vez um estagiário da FMH escolhe para fazer do Karaté a modalidade para realizar o seu estágio, a nossa modalidade merecia ser tratada (pelos seus próprios dirigentes) de outro modo a nível nacional – com mais e maior empenhamento, mais responsabilidade, mais competência e mais profissionalismo.
Dizia atrás que terminava com uma certeza. Termino com outra certeza: o progresso da modalidade depende de como se vier a modificar o estado a que isto chegou!...
Mas também termino com a mesma certeza de Sidónio Muralha: não nos responde o céu cinzento e opaco, nem o sorriso de pedra e impenetrável dos nichos... – só nós sabemos porque vivemos num buraco, encurralados como bichos.
De facto, só nós sabemos porque vivemos num buraco, encurralados como bichos.
Só nós sabemos... ...
Armando Inocentes»
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Iconoclastas à la carte
«Iconoclastas à la carte / Se saem os crucifixos das escolas, porque não as imagens do Presidente da República das repartições públicas, e a bandeira nacional da generalidade de sítios comuns? / Se saem as cruzes dos estabelecimentos de ensino público, o que faz a imagem do primeiro-ministro em certos departamentos? / E, já agora, o que fazer com estátuas, e outros monumentos, que exibem, à frente de todos, as tradições monárquicas e republicanas, cristãs e seculares, francófonas e anglófonas, reaccionárias e revolucionárias, pacifistas e bélicas, do velho Portugal de oito séculos? / E os nomes das ruas? Haverá sempre quem não goste de Norton de Matos, ou do Marquês de Pombal, ou de Afonso Costa, ou de Salvador Allende. / E os sinais rotários e maçónicos? E os presépios? E o hino? / O que fazer para não agredir os monárquicos, os anarquistas, os objectores de consciência, os federalistas europeus, etc. / E quem decide? O povo local ou o Terreiro do Paço? / Ou o Grande Irmão?», (Nuno Rogeiro, Politólogo, Revista Sábado, p. 45).
Uma pérola
Isaltino Morais, actual Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, condenado por corrupção, faz esta declaração à Pública: "Eu próprio me questiono se votaria num cidadão condenado".
Justiça...
Ao que parece, o fisco deixou caducar uma dívida de 164 mil Euros de Manuel Godinho. E depois pede-se sacrifícios aos contribuintes...
Artigos Científicos Sobre Artes Marciais e Desportos de Combate
Divulgo alguns artigos sobre a temática "artes marciais e desportos de combate":
1. ROSA, Vítor (2009), «Recensão do Livro Karaté: entre a tradição e a modernidade… ou dos princípios à contemporaneidade», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 4, n.º 3, septiembre, Universidad de León (España), p. 119.
2. ROSA, Vítor (2009), «Informe sobre el II Congresso Científico de Artes Marciais e Desportos de Combate», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 4, n.º 3, septiembre, Universidad de León (España), pp. 102-115.
3. ROSA, Vítor & STOLEROFF, Alan (2009), «Motivações e entendimentos dos karatecas portugueses: Samurais na modernidade? / Motivations and understandings of Portuguese karatecas: Samurais in modernity?», in Abel Figueiredo (eds.), 2009 Scientific Congress in Martial Arts and Combat Sports - Proceedings, 16 e 17 de Maio de 2009, Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu, Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Educação de Viseu.
4. ROSA, Vítor (2009), «Reasons for the karate practice in Portugal / Powody uprawiania karate w Portugalii», in Wojciech J. Cynarski (eds.), Idó – Ruch dla Kultury / Movement for Culture (IRK-MC), vol. 9, n.º 1, University of Rzeszów (Poland), pp. 162-169.
5. ROSA, Vítor (2008), «Reasons for the karate practice in Portugal: synthesis of an inquiry», in Wojciech J. Cynarski, (eds.) (2008), Proceedings of the 2nd International Scientific Conference of Experts – Researchers on Martial Arts and Humanists: Martial arts, Combat Sports, Humanism (budô, kakugi, jindô), 25th-26th, Krosno and Targowiska (Poland), Rzeszów, Rzeszów University Press.
6. ROSA, Vítor & STOLEROFF, Alan (2008), «Samurais na modernidade europeia: motivações e entendimentos dos karatecas portugueses», in Actas do VI Congresso Português de Sociologia, 25 a 28 de Junho, FCSH, Universidade Nova, Lisboa.
7. ROSA, Vítor (2008), «Las artes marciales y los deportes de combate en números: una mirada exploratoria sobre los datos numéricos o estadísticos en Portugal», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 3, n.º 2, junio, Universidad de León (España), pp. 38-49.
8. ROSA, Vítor (2008), «Motivações e entendimentos dos praticantes dos desportos de combate dual: um olhar exploratório», I Congresso Científico Europeu de Judo: Aprendizagem e Rendimento, Lisboa, Universidade Lusófona, 10 de Abril (CD-ROM).
9. ROSA, Vítor (2007), «Encuadramiento Legal e Institucional de Las Artes Marciales y Deportes de Combate en Portugal», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 2, n.º 4, diciembre, Universidad de León (España), pp. 8-31.
10. ROSA, Vítor (2007), «Estudo Sociológico sobre o Karaté em Portugal», in Actas das VIII Jornadas do Departamento de Sociologia e Centro de Investigação em Sociologia e Antropologia “Augusto da Silva”, sob o título “Questões Sociais Contemporâneas”, Universidade de Évora, pp. 239-252.
1. ROSA, Vítor (2009), «Recensão do Livro Karaté: entre a tradição e a modernidade… ou dos princípios à contemporaneidade», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 4, n.º 3, septiembre, Universidad de León (España), p. 119.
2. ROSA, Vítor (2009), «Informe sobre el II Congresso Científico de Artes Marciais e Desportos de Combate», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 4, n.º 3, septiembre, Universidad de León (España), pp. 102-115.
3. ROSA, Vítor & STOLEROFF, Alan (2009), «Motivações e entendimentos dos karatecas portugueses: Samurais na modernidade? / Motivations and understandings of Portuguese karatecas: Samurais in modernity?», in Abel Figueiredo (eds.), 2009 Scientific Congress in Martial Arts and Combat Sports - Proceedings, 16 e 17 de Maio de 2009, Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu, Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Educação de Viseu.
4. ROSA, Vítor (2009), «Reasons for the karate practice in Portugal / Powody uprawiania karate w Portugalii», in Wojciech J. Cynarski (eds.), Idó – Ruch dla Kultury / Movement for Culture (IRK-MC), vol. 9, n.º 1, University of Rzeszów (Poland), pp. 162-169.
5. ROSA, Vítor (2008), «Reasons for the karate practice in Portugal: synthesis of an inquiry», in Wojciech J. Cynarski, (eds.) (2008), Proceedings of the 2nd International Scientific Conference of Experts – Researchers on Martial Arts and Humanists: Martial arts, Combat Sports, Humanism (budô, kakugi, jindô), 25th-26th, Krosno and Targowiska (Poland), Rzeszów, Rzeszów University Press.
6. ROSA, Vítor & STOLEROFF, Alan (2008), «Samurais na modernidade europeia: motivações e entendimentos dos karatecas portugueses», in Actas do VI Congresso Português de Sociologia, 25 a 28 de Junho, FCSH, Universidade Nova, Lisboa.
7. ROSA, Vítor (2008), «Las artes marciales y los deportes de combate en números: una mirada exploratoria sobre los datos numéricos o estadísticos en Portugal», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 3, n.º 2, junio, Universidad de León (España), pp. 38-49.
8. ROSA, Vítor (2008), «Motivações e entendimentos dos praticantes dos desportos de combate dual: um olhar exploratório», I Congresso Científico Europeu de Judo: Aprendizagem e Rendimento, Lisboa, Universidade Lusófona, 10 de Abril (CD-ROM).
9. ROSA, Vítor (2007), «Encuadramiento Legal e Institucional de Las Artes Marciales y Deportes de Combate en Portugal», in Revista de Artes Marciales Asiáticas, vol. 2, n.º 4, diciembre, Universidad de León (España), pp. 8-31.
10. ROSA, Vítor (2007), «Estudo Sociológico sobre o Karaté em Portugal», in Actas das VIII Jornadas do Departamento de Sociologia e Centro de Investigação em Sociologia e Antropologia “Augusto da Silva”, sob o título “Questões Sociais Contemporâneas”, Universidade de Évora, pp. 239-252.
FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTES MARCIAIS
«De 20 a 21 de Novembro - XIII EDIÇÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTES MARCIAIS DA ASSOCIAÇÃO DE AMIZADE PORTUGAL-JAPÃOUm Estágio de Artes Marciais que decorrerá de 20 a 22 de Novembro no espaço Arena d'Évora, onde cada um dos Mestres das associações convidadas terá oportunidade de orientar aulas de forma a partilhar os seus conhecimentos com os restantes participantes; na mesma sala decorrerão em simultâneo, aulas das 4 disciplinas do Budo, que eram praticadas por Mestre Tetsuji Murakami - Iaido, Kendo, Aikido e Karate-do - que foi o introdutor do Karate-do e de várias dessas disciplinas em muitos países da Europa; a maior parte dos Mestres que orientarão essas aulas foram discípulos directos de Mestre Murakami, sendo que alguns deles, que já confirmaram a sua presença, foram pioneiros de algumas dessas disciplinas nos respectivos países; Um Festival Internacional de Artes Marciais que decorrerá igualmente no espaço Arena d'Évora na tarde do dia 21 de Novembro com início às 15h onde serão demonstradas, para além das disciplinas que os Mestres convidados orientam, outras disciplinas do Budo - Kyudo, Judo, Batto-jutsu, etc. - e, ainda, demonstrações de Artes Marciais tipicamente portuguesas, como o "Jogo do Pau"; este Festival contará com a presença do Sr. Embaixador do Japão em Portugal, bem como de outras personalidades ligadas a entidades oficiais japonesas e portuguesas; Ainda no mesmo dia e local - Palácio D. Manuel - poderá assistir-se: ao longo de toda a tarde a partir das 14h, a demonstrações e workshops de artes nipónicas como o Ikebana (arranjos florais), Origami (dobragens de papel), sumi-e (caligrafia), etc. pelas 18h poderá assistir-se ao lançamento de um livro intitulado "A Génese do Karate em Portugal - 1963 / 1969", composto por artigos escritos pelos pioneiros do Karate no nosso país; logo seguido por uma Conferência intitulada "O Budo em Portugal - Passado e Presente de um relacionamento intercultural Portugal - Japão".» (por CAO).
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
The Impact of Continuing Education on the Professional Development of the Diagnosis and Therapy Technicians
The Impact of Continuing Education on the Professional Development of the Diagnosis and Therapy Technicians
Author(s):Eduardo Figueira (submitting), Isabel Paes de Faria (presenting), Vitor Rosa, Antonio Fragoso
Conference:ECER 2009
Network:2. Vocational Education and Training (VETNET)
Format:Paper
Session Information
02 SES 08 C, Systemising Qualifications, boundary crossing and pedagogical competence development of teaching students
Paper Session
Time:2009-09-3008:30-10:00
Room:HG, HS 26
Chair:Pekka Ilmari Kamarainen
Contribution
The Impact of Continuing Education on the Professional Development of the Diagnosis and Therapy Technicians
The recent scientific and technological advances have led to increasing complexity of interventions in health, as well as profound changes in the respective organizations and professions. The Diagnosis and Therapy Technicians are part of this professional complexity. Training of the Diagnosis and Therapy professionals at the higher education level is very recent in Portugal. Initially, these professionals were a part of a larger group of technicians working in the field of the clinical analyzes and public health. For that reason, their training was not specifically directed to their functions and activities. So, their professional profile has evolved from an auxiliary technician profile to an autonomous profile specifically oriented to diagnosis and therapy health activities. Currently, the Diagnosis and Therapy professionals are trained in the Polytechnic Schools in a frame of a specifically training model. The need to be in line with the technological and scientific developments have been decisive for that evolution and for those professionals’ concern with their continuing updating in order to adequately and competently perform their role. So, the continuing education of those professionals should be promoted to meet the professional and personal training needs, and to improve effectiveness and efficiency of institutions, as well. In fact, the continuing qualification of the human resources constitutes a “sine qua non” condition to improve organizational effectiveness and this plays an essential role in the Development process of a Nation (Houtkoop & Kamp, 1998). Participation of the Diagnosis and Therapy Technicians in CVET offerings is an issue not yet studied in Portugal. For this reason, the present study intends to analyze factors influencing participation in continuing education of those health professionals. More specifically, the study aims to understand how factors associated to participation in CVET activities influence the Diagnosis and Therapy Technicians’ decision to participate in those learning activities in Portugal. Knowing and understanding the factors influencing participation in continuing qualification activities will give a relevant contribute not only to promote participation in continuing learning activities but also to devise effective CVET strategies to respond to the challenges brought by technological innovation in the field of diagnosis and therapy. The study will be theoretically framed by the Interdisciplinary, Sequential-Specificity, Time-Allocation, Life-span (ISSTAL) model of social participation (Smith & Macaulay, 1980) and already tested in USA by Cookson (1986) and in Alentejo and other EU regions by Brown & others (2005) for studying adult participation in learning activities.
Method
The study will use a cross-sectional survey complemented by a focus group strategy to discuss survey results by continuing training specialists and diagnosis and therapy technicians to further understanding nature of the participation factors. The cross-sectional survey will use an instrument specifically developed to collect data from a random sample drawn from a population constituted by the Diagnosis and Therapy Technicians working in health organizations located in the Lisbon Region. Data from survey will firstly submitted to factorial analysis to identify class dimensions of factors influencing individuals´ participation in training and other learning activities. Relationships between the different factors and participation will be estimated by multiple regression analyses. Data from Focus Group will be analysed by content analysis.
Expected Outcomes
According to results from previous studies, it will be expected that the ISSTAL model will be useful for explaining and understanding participation of Diagnosis and Therapy Technicians in continuing training activities. It is also expected that the study will give an important contribute for promoting equal access of all Diagnosis and Therapy Technicians to CVET activities as a relevant pathway for a sustainable development of the diagnosis and therapy activities in the Portuguese society.
References
Brown, A. (ed.) (1997). Promoting Vocational Education and Training: European Perspectives, (EUROPROF). University of Tampere, Tampere, Finland. Brown, A. (ed.) (2005). Learning while working in small companies: comparative analysis of experiences drawn from England, Germany, Greece, Italy, Portugal and Spain, SKOPE Monograph No 7., ESRC funded Centre on Skills, Knowledge and Organisational Performance, Oxford and Warwick Universities. Cookson, Peter S. (1986). “A framework for theory and research on adult education participation”, Adult Education Quarterly, (36), 3, 130-141. European Commission (1995). Teaching and Learning: Towards a Knowledge based Society, European Commission, Brussels. Figueira, E. (1996). “A Participação dos Adultos Activos na Formação Profissional Contínua”, in Educação de Adultos em Portugal. Situação e Perspectivas. Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Figueira, E. (1998). “Participation of SMEs’ employees in continuing training”, in Vocational and Adult Education in Europe, Wieringen, F. and Attwell, G. (eds). Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. Figueira, E. et al. (2004). “Participação na formação contínua: uma necessidade para uma empregabilidade sustentável na Região do Alentejo”, Actas do V Congresso Português de Sociologia, sob o título “Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Acção”, 39-43. Figueira, E. e Rainha, Liliana (2004) (coord.). Qualificação e Género: O papel das competências-chave. Évora, IEFP. Houtkoop, W. & M. Van der Kamp (1992). “Factors influencing participation in continuing education”. International Journal of Educational Research, 17, 6, 537-547. Smith, D. H. (1980). “General activity model”, in Participation in Social and Political Activities, D. H. Smith, J. Macanlay, and Associates (eds.). 461-530. S. Francisco: Jossey Bass. Yang, B., Blunt, A., Butler, R. (1994). “Prediction of participation in continuing professional education: A test of two behavioral intention models”, Adult Education Quarterly, (44), 2, 83-96.
Author Information
Eduardo Figueira (submitting)
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Évora, Portugal
Isabel Paes de Faria
ESTeSL - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Lisboa, Portugal
Vitor Rosa
Universidade de Évora, Portugal
Antonio Fragoso
Universidade do Algarve, Portugal
Author(s):Eduardo Figueira (submitting), Isabel Paes de Faria (presenting), Vitor Rosa, Antonio Fragoso
Conference:ECER 2009
Network:2. Vocational Education and Training (VETNET)
Format:Paper
Session Information
02 SES 08 C, Systemising Qualifications, boundary crossing and pedagogical competence development of teaching students
Paper Session
Time:2009-09-3008:30-10:00
Room:HG, HS 26
Chair:Pekka Ilmari Kamarainen
Contribution
The Impact of Continuing Education on the Professional Development of the Diagnosis and Therapy Technicians
The recent scientific and technological advances have led to increasing complexity of interventions in health, as well as profound changes in the respective organizations and professions. The Diagnosis and Therapy Technicians are part of this professional complexity. Training of the Diagnosis and Therapy professionals at the higher education level is very recent in Portugal. Initially, these professionals were a part of a larger group of technicians working in the field of the clinical analyzes and public health. For that reason, their training was not specifically directed to their functions and activities. So, their professional profile has evolved from an auxiliary technician profile to an autonomous profile specifically oriented to diagnosis and therapy health activities. Currently, the Diagnosis and Therapy professionals are trained in the Polytechnic Schools in a frame of a specifically training model. The need to be in line with the technological and scientific developments have been decisive for that evolution and for those professionals’ concern with their continuing updating in order to adequately and competently perform their role. So, the continuing education of those professionals should be promoted to meet the professional and personal training needs, and to improve effectiveness and efficiency of institutions, as well. In fact, the continuing qualification of the human resources constitutes a “sine qua non” condition to improve organizational effectiveness and this plays an essential role in the Development process of a Nation (Houtkoop & Kamp, 1998). Participation of the Diagnosis and Therapy Technicians in CVET offerings is an issue not yet studied in Portugal. For this reason, the present study intends to analyze factors influencing participation in continuing education of those health professionals. More specifically, the study aims to understand how factors associated to participation in CVET activities influence the Diagnosis and Therapy Technicians’ decision to participate in those learning activities in Portugal. Knowing and understanding the factors influencing participation in continuing qualification activities will give a relevant contribute not only to promote participation in continuing learning activities but also to devise effective CVET strategies to respond to the challenges brought by technological innovation in the field of diagnosis and therapy. The study will be theoretically framed by the Interdisciplinary, Sequential-Specificity, Time-Allocation, Life-span (ISSTAL) model of social participation (Smith & Macaulay, 1980) and already tested in USA by Cookson (1986) and in Alentejo and other EU regions by Brown & others (2005) for studying adult participation in learning activities.
Method
The study will use a cross-sectional survey complemented by a focus group strategy to discuss survey results by continuing training specialists and diagnosis and therapy technicians to further understanding nature of the participation factors. The cross-sectional survey will use an instrument specifically developed to collect data from a random sample drawn from a population constituted by the Diagnosis and Therapy Technicians working in health organizations located in the Lisbon Region. Data from survey will firstly submitted to factorial analysis to identify class dimensions of factors influencing individuals´ participation in training and other learning activities. Relationships between the different factors and participation will be estimated by multiple regression analyses. Data from Focus Group will be analysed by content analysis.
Expected Outcomes
According to results from previous studies, it will be expected that the ISSTAL model will be useful for explaining and understanding participation of Diagnosis and Therapy Technicians in continuing training activities. It is also expected that the study will give an important contribute for promoting equal access of all Diagnosis and Therapy Technicians to CVET activities as a relevant pathway for a sustainable development of the diagnosis and therapy activities in the Portuguese society.
References
Brown, A. (ed.) (1997). Promoting Vocational Education and Training: European Perspectives, (EUROPROF). University of Tampere, Tampere, Finland. Brown, A. (ed.) (2005). Learning while working in small companies: comparative analysis of experiences drawn from England, Germany, Greece, Italy, Portugal and Spain, SKOPE Monograph No 7., ESRC funded Centre on Skills, Knowledge and Organisational Performance, Oxford and Warwick Universities. Cookson, Peter S. (1986). “A framework for theory and research on adult education participation”, Adult Education Quarterly, (36), 3, 130-141. European Commission (1995). Teaching and Learning: Towards a Knowledge based Society, European Commission, Brussels. Figueira, E. (1996). “A Participação dos Adultos Activos na Formação Profissional Contínua”, in Educação de Adultos em Portugal. Situação e Perspectivas. Coimbra: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Figueira, E. (1998). “Participation of SMEs’ employees in continuing training”, in Vocational and Adult Education in Europe, Wieringen, F. and Attwell, G. (eds). Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. Figueira, E. et al. (2004). “Participação na formação contínua: uma necessidade para uma empregabilidade sustentável na Região do Alentejo”, Actas do V Congresso Português de Sociologia, sob o título “Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Acção”, 39-43. Figueira, E. e Rainha, Liliana (2004) (coord.). Qualificação e Género: O papel das competências-chave. Évora, IEFP. Houtkoop, W. & M. Van der Kamp (1992). “Factors influencing participation in continuing education”. International Journal of Educational Research, 17, 6, 537-547. Smith, D. H. (1980). “General activity model”, in Participation in Social and Political Activities, D. H. Smith, J. Macanlay, and Associates (eds.). 461-530. S. Francisco: Jossey Bass. Yang, B., Blunt, A., Butler, R. (1994). “Prediction of participation in continuing professional education: A test of two behavioral intention models”, Adult Education Quarterly, (44), 2, 83-96.
Author Information
Eduardo Figueira (submitting)
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Évora, Portugal
Isabel Paes de Faria
ESTeSL - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
Lisboa, Portugal
Vitor Rosa
Universidade de Évora, Portugal
Antonio Fragoso
Universidade do Algarve, Portugal
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