quarta-feira, 30 de setembro de 2009

ICERI 2009, Madrid

Já foi submetido o full paper para a ICERI 2009, Madrid (16 -18 de Novembro).

Deixo aqui o abstract.

TECHNICAL WORKER’S PARTICIPATION IN THE CVET AND COMPANY COMPETITIVENESS

The present study intends to understand how factors influence employed adults’ decision to participate in learning activities in two sectors of the five regions (NUT II) of the Portuguese continental territory. The factors associated to individuals’ participation in Continuing Vocational Education and Training (CVET) constitute an important issue to be studied given the need to understand why adults participate in CVET activities. This is important because continuing professional qualification of workers is assumed to be essential to improve workers’ employability and productivity in companies. In fact, the level of productivity of business depends on effective use of new technologies which is only possible with human resources continuously qualified. For this reason, results will allow us to elaborate recommendations for designing and implementing policies for CVET activities. The present research will be using a methodological approach framed by the ISSTAL (Interdisciplinary, Sequential-Specificity, Time-Allocation, Life-Span) model of social participation (Smith, 1980), already adapted and tested in USA by Cookson (1986) and in Alentejo and other EU regions by Figueira & others (2008) for studying adult participation in learning activities. The study will use a cross-sectional survey complemented by a focus group strategy to discuss survey results by continuing training specialists and practitioners and by a set of case studies to further understanding nature of the participation factors. The cross-sectional survey will use an instrument specifically developed to collect data from a two-stage stratified random sample drawn from a population constituted by technical working people of the two main sectors in the above Portuguese continental regions. According to results from previous studies, it will be expected that the ISSTAL model will be useful for explaining and understanding participation of adults in continuing training activities concerning the sectors of activity under analysis. The study will give an important contribution for promoting equal access to CVET for all workers, as a relevant pathway for a sustainable development of the Portuguese society.
Keywords - Participation, competitiveness, continuing education and training, SME’s

IDO - Ruch dla Kultury / Movement for Culture



Saiu mais um número da revista IDO - Ruch dla Kultury / Movement for Culture, promovida pela Universidade de Rzeszów (Polónia). Nas páginas 162-169, encontram um artigo meu: "Powody uprawiana karate w Portugalii". Para os que não percebem polaco, fica o título em inglês: "Reasons for the karate practice in Portugal".

Já está quase pronto o meu próximo artigo para a edição de 2011.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Sociologia em destaque

http://www.turisver.com/article.php?id=44272
«Sociólogos europeus geraram mais de nove mil noites de hotel em Lisboa
A 9º Conferência da ESA – Associação Europeia de Sociologia, que decorreu entre 2 e 5 de Setembro, trouxe mais de 2200 participantes estrangeiros a Lisboa e gerou mais de nove mil noites de hotel e 5,6 milhões de euros em receitas. Organizada pela Leading (grupo Ambity), a conferência da ESA envolveu 2590 participantes (340 portugueses), de 53 países. Estes não só ocuparam, ao longo de três dias, 70 salas do ISCTE e da Aula Magna para 580 sessões científicas. Mas também cerca de 2300 quartos de hotel de 3, 4, e 5 estrelas, num total de aproximadamente 9200 noites. A Leading situa em cerca de 5,6 milhões de euros a receita gerada por este congresso para Lisboa, com impacto directo nos serviços de hotelaria, restauração, e transporte. Recentemente, a mesma empresa organizou ainda outros congressos internacionais, como o Congresso Europeu de Energia Solar, a Conferência Europeia de Saúde Pública, e o Encontro Europeu de Inovação Social. N.A. »

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Barack Obama

O Presidente falou aos alunos da América. Eis o seu discurso:

«Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.
Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?
As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.»

Full Paper - ESREA

The relationship between the participation of technical workers in small and medium enterprises in Continuing Vocational Education and Training and company competitiveness: the case of Portugal

Eduardo Figueira (CISA-AS), University of Évora, Portugal
Timothy Koehnen (CETRAD), University of Trás-os-Montes and Alto Douro, Portugal
Vítor Rosa (CISA-AS), University of Évora, Portugal
Ana Cordeiro (CETRAD), University of Trás-os-Montes and Alto Douro, Portugal
Mónica Aldeia, (CISA-AS), University of Évora, Portugal
António Fragoso, (CIEO), University of Algarve, Portugal
Rogério Roque Amaro, (CIES), Superior Institute for the Sciences of Work and Business, Portugal
Abstract
The present paper aims to present a study to identify and understand the factors that influence participation of technical workers in CVET activities. Understanding participation in CVET is important to implement policies for improving continuing qualification of workers which is essential for increasing individuals’ productivity and, consequently, promoting local development.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sida: Hitler dá a cara pelo seu combate


Campanha de prevenção na Alemanha gera forte polémica pelo recurso à imagem de Hitler.

Haverá limites na publicidade?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dia Internacional da Alfabetização

Por ser um assunto actual, coloco aqui um texto do Professor Doutor Vítor Manuel Trindade, da Universidade de Évora, sobre o Dia Internacional da Alfabetização.

«Comemora-se no dia 8 de Setembro mais um Dia Internacional da Alfabetização, no intuito de chamar a atenção de todos nós para o drama daqueles - muitos são - que não possuem a ferramenta fundamental para o exercício pleno dos seus direitos, enquanto seres humanos. Na verdade, apesar dos esforços dos diferentes organismos internacionais, o analfabetismo continua a ser um flagelo dos nossos dias, afectando cerca de 30% da população do nosso planeta. / Instalados nas comodidades da civilização ocidental, temos tendência a esquecer aqueles a quem é negada a igualdade de oportunidades para construir esse mesmo conforto a que, não poucas vezes, valorizamos menos. Educados sob o signo da Economia, mesmo aqueles que entre nós possuem um analfabetismo funcional, preocupam-se, natural e compreensivelmente, mais em "ganhar a vida" do que em resolver o seu problema de acesso à informação que lhe permita melhorar, se possível, a sua qualidade de vida. / Em Portugal, constatamos, com preocupação e alguma mágoa, que apesar das boas vontades declaradas, a nível político, as medidas implementadas na vida real são escassas para as necessidades existentes, sem que tal levante pressões das comunidades para que o panorama se modifique para melhor. Se hoje estamos, felizmente, muito longe do cenário existente em 1974 - em que o índice de analfabetismo da população portuguesa rondava os 34% - a verdade é que a estimativa de 15% não nos deixa confortáveis. Tanto mais que teremos de pensar na acção do tempo sobre este fenómeno. Não existem estudos que nos permitam conhecer a verdadeira influência desta variável, mas certamente que pela inexorável lei da Vida, os analfabetos mais velhos daquele tempo, hoje já não o são, apenas porque deixaram de existir. Junte-se a esta tétrica realidade, as consequências do fenómeno do insucesso escolar, nas suas diversas vertentes - reprovações, desistências, abandono, etc. - e começa ser muito preocupante a falta de alfabetização dos mais jovens. A prova disto mesmo, temo-la todos os dias diante dos olhos. Basta estar atento ao que se passa nos locais onde se faz atendimento público: repartições, escolas, sistemas de transportes, comércio,...; São frequentes os casos dos jovens que nem sequer sabem identificar a informação necessária aos propósitos que os animam e que justificam a sua ida àqueles locais. Muitas vezes, nem conseguem consultar um horário de comboio! / Numa altura em que tanto se insiste na qualificação dos portugueses, parece-nos que todos - incluindo a Universidade - não seremos demais na luta contra este drama que afecta a nossa vida colectiva» (texto da autoria de Professor Doutor Vítor Manuel Trindade, Departamento de Pedagogia e Educação, da Universidade de Évora, publicado em 07/09/2007, http://www.ueline.uevora.pt/newsDetail.asp?channelId=7660D4C3-A594-41AC-B3CD-073A1B8BB9A3&contentId=BD2C67EE-1602-4EB6-A27C-5955B2F605F2».

Associação Tauromáquica Redondense


Hoje, quando tratava do meu seguro de saúde, recebi a notícia de que um primo meu (José António Rilhas) ajudou a criar uma associação: Associação Tauromáquica Redondense. Esta associação tem como objectivos explorar a Praça de Toiros Simão da Veiga Júnior (actual Coliseu do Redondo), centrando a vila de Redondo no panorama tauromáquico nacional; promover eventos relacionados com o cavalo Lusitano; sensibilizar os mais jovens para estas actividades; promover colóquios, abordando a problemática das touradas, integrando vozes a favor e contra, etc.
Existem muitas associações semelhantes. O carácter inovador desta, segundo os fundadores, é o de não ter fins lucrativos.
Confesso que não gosto de ver Corrida de Touros. Nesta matéria, assumo uma voz neutra ou, às vezes, contra, mas não nego que é um espectáculo arraigado na cultura portuguesa (e não só).
Por ser uma pessoa da minha família, de quem gosto muito, espero que consiga desenvolver um bom trabalho nesta associação e em prol do desenvolvimento da vila de Redondo, terra Natal da minha mãe.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Revista de Artes Marciales Asiáticas



Ya a la venta el nº 3 de 2009!!
Consulte AQUÍ el índice de todos los números de la Revista de Artes Marciales Asiáticas


El judo llega a California: Judo vs. Lucha en el oeste de los Estados Unidos, 1900-1920, por Matt Hlinak.
¿Fue Jesús un artista marcial?, por Richard E. Overill.
Artículo original de la edición española: La maza y el hacha en la tradición marcial iraní, por Manouchehr Moshtagh Khorasani.
Artículo original de la edición española: La iniciación a los deportes de combate: interpretación de la estructura del fenómeno lúdico luctatorio, por Bruno Avelar & Abel Figueiredo.
Manadas & lobos solitarios: entrevista con Ellis Amdur sobre las tradiciones marciales japonesas, por Peter Hobart.
Desarrollo del reflejo táctil a través de las “manos pegajosas” del wing tsun, por Jeff Webb.
Una táctica marcial universal: la proyección de hombro y sus variantes, por Allen Pittman.
Artículo original de la edición española: Informe sobre el II Congresso Científico de Artes Marciais e Desportos de Combate, por Vítor Rosa.

domingo, 6 de setembro de 2009

Dia Internacional da Alfabetização

A 8 de Setembro comemora-se o Dia Internacional da Alfabetização. Este dia serve para relembrar o elevado número de pessoas que por todo o Mundo não sabe escrever. De acordo com os dados da UNESCO, estima-se que haja no Mundo 781 milhões de adultos que são analfabetos. O sexo feminino é o mais afectado. O analfabetismo limita a pessoa na sua comunicação com o Mundo, como também na compreensão de tudo o que ocorre à sua volta. Perante um panorama tão preocupante, para o qual contribuem maioritariamente países subdesenvolvidos, os esforços de organização não governamentais na área da Educação são fundamentais.

Dia Europeu Sem Carros


De 16 a 22 de Setembro é comemorada a 8.ª edição da Semana Europeia da Mobilidade 2009. Nesta data proíbe-se o trânsito de veículos e motos nos locais estipulados pelas autarquias aderentes à iniciativa. Não poderia estar mais de acordo com a iniciativa, até porque as questões ambientais me preocupam, mas acho que esta medida continua a sensibilizar muito pouco os cidadãos.
Da minha parte, "encosto" o carro, mas não "encosto" a minha aquisição de Verão: uma SYM 50cc.