quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Falemos de avaliação SIADAP

Na qualidade de funcionário contratado pela CCDR Alentejo, fui avaliado em 2004, 2006 e 2007, através do Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho dos Trabalhadores da Administração Pública (SIADAP 3), suportado pela Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro, e pela Portaria n.º 1633/2007, de 31 de Dezembro. Tive como avaliação global de desempenho (objectivos, competências comportamentais e atitude pessoal): 3,8 (Bom), 3,8 (Bom) e 3,5 (Bom), respectivamente. Fui sempre informado de que os contratados a termo certo não poderiam ter mais do que 3 pontos. Em 2005, o meu serviço não criou as condições para ser avaliado, bem como muitos outros colegas meus. Ou seja, uns funcionários foram, outros não.
Chega-se a 19 de Novembro de 2008, e fui convocado para uma reunião para se falar sobre a avaliação do corrente ano. Depois de muitos preâmbulos, foi-me dado a conhecer o actual formulário e as alterações que sofreu face aos anteriores. Ao que parece caiu o item “atitude pessoal”. É um ponto muito subjectivo. Por outro lado, alvitrou-se a necessidade urgente de pensarmos nos novos objectivos, mas nenhuma data me foi apresentada.
O meu contrato de trabalho cessa a 31 de Dezembro de 2008. Dia 18 de Dezembro entro de férias. Ou bem me engano ou a avaliação de 2008 seguirá caminhos semelhantes à do ano 2005. Mas se ela ocorrer, acho que me espera outra vez 3 pontos.
Entre outras, esta questão da avaliação SIADAP leva-me a constatar a desorganização dos serviços nesta matéria, pois os objectivos individuais deveriam ser definidos no início do ano e não no seu final, e, sem querer ser demagogo, esta avaliação, como está a ser aplicada, não serve absolutamente para nada, ou melhor, só serve para penalizar os trabalhadores.
Cento e vinte mil professores foram para a rua manifestar-se contra uma avaliação que consideram ser injusta. As vítimas do SIADAP, e que são muitas, deveriam fazer o mesmo.

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